Aqui a Caridade é o Principal Fundamento. Aonde a Umbanda Deve Ser Tratada Com Amor, Humildade, Caridade e a Simplicidade Em Todos Nós .
Templo dos orixás


terça-feira, 23 de abril de 2013
domingo, 7 de abril de 2013
Saudação dos Orixás
Saravá Oxalá * Oxalá Meu Pai
Saravá Ogum * Ogunhê Iê Meu Pai
Saravá Xangô * Caô Cabecilê
Saravá Obaluaie * Atotô Obaluaiê
Saravá Oxossi * Okê Caboclo
Saravá Iemanjá * Odoiá
Saravá Oxum * Aiêêu Mamãe Oxum
Saravá Iansã * Uepa hey Iansã
Saravá Nanã Buruke Saluba Nanã
Saravá Cabloco * Okê Cabloco
Saravá aos P.Velhos * Adorei as Almas
Saravá as Crianças * Beijada
Saravá Exu * Exú é Mojibá
Saravá Ogum * Ogunhê Iê Meu Pai
Saravá Xangô * Caô Cabecilê
Saravá Obaluaie * Atotô Obaluaiê
Saravá Oxossi * Okê Caboclo
Saravá Iemanjá * Odoiá
Saravá Oxum * Aiêêu Mamãe Oxum
Saravá Iansã * Uepa hey Iansã
Saravá Nanã Buruke Saluba Nanã
Saravá Cabloco * Okê Cabloco
Saravá aos P.Velhos * Adorei as Almas
Saravá as Crianças * Beijada
Saravá Exu * Exú é Mojibá
DIA DA SEMANA DOS ORIXÁS:
SEGUNDA – FEIRA * Exu, Pomba Gira, Obaluaê, Omulu, Pretos Velhos (Iorumá) e
almas aflitas
TERÇA – FEIRA * Ogum, Boiadeiros e Baianos
QUARTA – FEIRA * Xangô e Iansâ
QUINTA – FEIRA * Oxossi, Caboclos e Caboclas
SEXTA – FEIRA * Oxalá, Almas Santas e Linha da Oriente liderada por São João Batista
SÁBADO * Iemanjá, Oxum, Nanã Buruke, Ondinas, Sereias, Caboclas, Iaras e Marinheiros
DOMINGO * Iori (Cosme e Damião), Crianças e Ibejadas
TERÇA – FEIRA * Ogum, Boiadeiros e Baianos
QUARTA – FEIRA * Xangô e Iansâ
QUINTA – FEIRA * Oxossi, Caboclos e Caboclas
SEXTA – FEIRA * Oxalá, Almas Santas e Linha da Oriente liderada por São João Batista
SÁBADO * Iemanjá, Oxum, Nanã Buruke, Ondinas, Sereias, Caboclas, Iaras e Marinheiros
DOMINGO * Iori (Cosme e Damião), Crianças e Ibejadas
sábado, 6 de abril de 2013
EXU não é:
·
Uma entidade trevosa que realiza
desejos escusos;
·
Exu não tem nada a ver com as
imagens comercializadas;
·
Não é vingativo, violento e cruel;
·
Não tem "pé" de bode;
·
Não é todo vermelho;
·
Não tem rabo e nem chifres;
·
Não come galinha ou carnes cruas;
·
Nem bebem até deixar seus
"cavalos" sem condições de andar.
Ser Umbandista ou não ser Umbandista?
Ser Umbandista é amar a Deus acima de todas as coisas!!!
Ser Umbandista é amar a natureza e respeitá-la, pois Deus esta lá!!!
Ser Umbandista é reconhecer que os Orixás são Potências de Deus, Divindades, que manifestam as qualidades do Criador de tudo e de todos!!!
Ser Umbandista é ser amante da sabedoria, da virtude, da justiça e da humanidade!!!
Ser Umbandista é ser amigo dos pobres, desgraçados que sofrem, que choram, que tem fome e clamam pelo direito de justiça!!!
Ser Umbandista é querer a harmonia das famílias, a concórdia dos povos, a paz do gênero humano!!!
Ser Umbandista é levar para o terreno prático aquele formosíssimo preceito de todos os lugares e todos os séculos, que diz com infinita ternura aos homens de todas as raças, desde o alto de uma cruz e com os braços abertos ao mundo: “Amai-vos uns aos outros, formai uma só família, sede irmãos!!!
Ser Umbandista é pregar a tolerância; praticar a caridade sem distinção de raças, crenças ou opiniões; é lutar contra a hipocrisia e o fanatismo!!!
Ser Umbandista é viver para a realização da Paz Universal, tendo pelos encarnados o mesmo respeito que se dedica aos desencarnados!!!
Ser Umbandista é ter uma crença religiosa sem tabus ou preconceitos, fundamentada na ética e no bom senso, sem ferir os valores dos bons costumes!!!
Ser Umbandista é respeitar a máxima que diz “somos imagem e semelhança de Deus”, vendo Deus na presença do semelhante e em nós, através de nossas virtudes de Fé, Amor, Conhecimento, Justiça, Lei, Evolução e Geração!!!
Ser Umbandista é reconhecer que as religiões são as chaves de Deus para abrires os corações dos homens e que são muitos corações, diferentes uns dos outros, assim como as religiões, mas que é apenas um o Chaveiro Divino, que está em todas as religiões!!!
Ser Umbandista é dar de graça o que de graça recebemos!!!
SE VOCÊ NÃO REÚNE ESTAS CONDIÇÕES, AFASTE-SE DA UMBANDA!!!
Ser Umbandista é amar a natureza e respeitá-la, pois Deus esta lá!!!
Ser Umbandista é reconhecer que os Orixás são Potências de Deus, Divindades, que manifestam as qualidades do Criador de tudo e de todos!!!
Ser Umbandista é ser amante da sabedoria, da virtude, da justiça e da humanidade!!!
Ser Umbandista é ser amigo dos pobres, desgraçados que sofrem, que choram, que tem fome e clamam pelo direito de justiça!!!
Ser Umbandista é querer a harmonia das famílias, a concórdia dos povos, a paz do gênero humano!!!
Ser Umbandista é levar para o terreno prático aquele formosíssimo preceito de todos os lugares e todos os séculos, que diz com infinita ternura aos homens de todas as raças, desde o alto de uma cruz e com os braços abertos ao mundo: “Amai-vos uns aos outros, formai uma só família, sede irmãos!!!
Ser Umbandista é pregar a tolerância; praticar a caridade sem distinção de raças, crenças ou opiniões; é lutar contra a hipocrisia e o fanatismo!!!
Ser Umbandista é viver para a realização da Paz Universal, tendo pelos encarnados o mesmo respeito que se dedica aos desencarnados!!!
Ser Umbandista é ter uma crença religiosa sem tabus ou preconceitos, fundamentada na ética e no bom senso, sem ferir os valores dos bons costumes!!!
Ser Umbandista é respeitar a máxima que diz “somos imagem e semelhança de Deus”, vendo Deus na presença do semelhante e em nós, através de nossas virtudes de Fé, Amor, Conhecimento, Justiça, Lei, Evolução e Geração!!!
Ser Umbandista é reconhecer que as religiões são as chaves de Deus para abrires os corações dos homens e que são muitos corações, diferentes uns dos outros, assim como as religiões, mas que é apenas um o Chaveiro Divino, que está em todas as religiões!!!
Ser Umbandista é dar de graça o que de graça recebemos!!!
SE VOCÊ NÃO REÚNE ESTAS CONDIÇÕES, AFASTE-SE DA UMBANDA!!!
Ser médium
Ser médium, de forma geral,
é uma grande dádiva que nos é concedida por Deus, sempre no sentido do nosso
aprimoramento espiritual. O importante, como afirmam os amigos espirituais, não
é ser médium, é ser um bom médium.
Ser um bom médium é,
certamente, estar em sintonia o mais perfeitamente possível com os planos
do Cristo Jesus na ação de redimir e conduzir as pessoas à uma vivência real da
sua existência, que é a de ascender, destruindo a ignorância, mãe da
superstição e crendice, para uma vida em conformidade com o Plano de Deus para
o ser humano, encontrar-se, encontrando Deus em si, para encontrar a felicidade
tão almejada e inata em todos.
Não existe possibilidade de
ser um bom médium se não se adota como regras essenciais de sua vivência
mediúnica o estudo e a disciplina. O conhecimento desmitifica o mediunismo, e
mostra o quão natural é o processo mediúnico; a disciplina facilita o
afastamento do excesso de animismo e assenta o médium na humildade.
Mediunidade não é fenômeno
sobrenatural ou mágico, é o uso natural do aparelho físico do médium, a partir
do consentimento do mesmo, para que juntos possam, médium e guia,
espalhar a palavra de conforto, ensinamento, e de ajuda através das
manipulações energéticas, sempre no sentido de mostrar a grande misericórdia de
Deus e a necessidade de reforma íntima, de aprimoramento moral, para se
conquistar a real paz e alegria, que é a felicidade almejada, mesmo que
inconscientemente. Ora, se oferecemos o nosso aparelho físico para ser usado
pelos amigos desencarnados é preciso que o aparelhemos, para que possa ser
hábil e apto às comunicações dos Guias e Mentores.
Ilusão mentirosa pensar que
o guia faz tudo sozinho, pois a mediunidade psicofônica (incorporação) é uma
mediunidade de efeito intelectual, ou seja, é realizada na intelectualidade do
médium, no uso de seu cérebro físico como receptor, decodificador e transmissor
das mensagens espirituais. Não havendo códigos doutrinários, evangélicos,
racionais formados pelo conhecimento adquirido, o médium será deficiente na
possibilidade de decodificar intelectualmente as mensagens doutrinárias e
evangélicas dos Guias e, pior, em se tratando de médium fantasista e
supersticioso, essas mensagens serão fonadas cheias de deturpações e vícios
supersticiosos de propriedade do medianeiro. Se o trabalho mediúnico é feito a
dois, médium– guia, a contribuição do médium será um fracasso no que
concerne ao plano cristico de esclarecimento e elevação mental e espiritual,
através do mecanismo mediúnico.
Não existe milagre na
mediunidade, mas um evento natural de ligação mental entre o medianeiro e o
irmão espiritual a se comunicar, seja através da palavra, dos gestos ou das
manifestações físicas.
Muitas vezes médiuns verdadeiros, mas atacados
de escrúpulos, o que é outro grande erro prejudicial ao desenvolvimento
mediúnico, nos falam da sua excessiva preocupação com o famoso e famigerado
animismo.
Vejam bem, existe sempre
animismo em qualquer tipo de mediunidade, pois o aparelho que está sendo usado
é o corpo físico do médium, que está“habitado”, ligado ao espírito do mesmo. As
atuações, ideias, etc., do espírito comunicante passam pela vivência,
conhecimento e experiência do médium para chegarem ao mundo físico, portanto
sempre haverá animismo, ou seja, a presença da “anima”, da alma do
médium. Esse, como diz Ramatis, é um animismo sadio, quando o médium é maduro,
consciente da sua responsabilidade e aparelhado com conhecimentos doutrinários
e evangélicos que afastem da sua memória intelectiva as sombras da ignorância,
das crendices e superstições, que podem até fascinar as pessoas sem conhecimento
e maturidade espiritual, mas não ajuda, não eleva, não conduz à libertação,
razão da mediunidade nos Planos do Cristo. Esse seria um
animismo pernicioso e ruim.
Voltando a Ramatis, lembramos o seu ensinamento
a respeito da mediunidade sem sombras de superstições e ilusões. Ele compara a
mediunidade a uma xícara que contém café com leite. O café é o médium, o leite
o guia.
Ocorre a mistura, o café
não é mais apenas café e o leite não mais apenas o leite, trata-se de café com
leite. Agora, a maior ou menor quantidade de café ou de leite na xícara, que
seria o medianeiro, depende do médium. Da sua seriedade, maturidade, fé,
confiança e conhecimentos.
A mediunidade se processa
de forma natural quando, nos momentos competentes e nos lugares certos, o guia
envolve o perispírito do médium com suas energias mentais e emocionais. O
perispírito do médium, como é natural, projeta esse envolvimento ao Duplo
Etérico do medianeiro que, automaticamente, pelas rasuras existentes na sua
tela etérica comunica essas energias mentais e emocionais ao corpo físico desse
médium, mediunizando-o, ou seja, tornando-o medianeiro, instrumento comunicador
das ideias
e sentimentos do guia comunicante.
Nada, portanto, de
sobrenatural, apenas o exercício, planejado pela espiritualidade, de trabalho
conjunto pela caridade, para ajudar na ascensão da humanidade.
Outro fator importantíssimo para a realização
da mediunidade com Jesus é a disciplina. Os guias são espíritos que estão
inseridos num processo evolutivo já consciente e irmanados à vivência
espiritual da busca de Deus. São profundamente disciplinados, pois a ordem e o
respeito são fatores preponderantes ao bom andamento evolutivo, que afasta a
interferência das sombras, onde habitam espíritos indisciplinados, motivados
pela ignorância. Sempre digo que quando há movimentos de indisciplina,
desrespeito à hierarquia e à filosofia da Casa onde médium-guia trabalham não
se trata do espírito comunicante e sim da interferência do médium.
Guia não invade o livre
arbítrio do médium, não cria desordens, não atrapalha a evolução dos seus
aconselhados, não perde tempo com futilidades, mas aproveita todas as
oportunidades, quando presentes na mediunidade do encarnado, para doutrinar,
ensinar e evangelizar. Creio ser esse o sintoma prático de uma boa
incorporação.
Diz o Pai Tomé
que “Umbanda não é teatro e terreiro não é tablado para apresentação de
irmãos carentes, desavisados e vaidosos”. Daí a necessidade da disciplina num
Templo Umbandista. Disciplina que ensina que ordena e organiza o trabalho
religioso de um Templo, que deve ser Igreja onde se ora, Escola onde se ensina
e Hospital onde se trata. Como existir essa bela realidade sem disciplina que
organiza e favorece a organização de uma Casa dedicada ao trabalho de caridade
com Jesus? Gosto da frase de André Luiz quando diz: Caridade sem disciplina é
perda de tempo.
Médium que não aceita ou não quer se adaptar à
disciplina do seu Templo, não está buscando espiritualidade e o intercâmbio
sadio com o plano espiritual, mas sim preencher seus problemas carenciais e
emocionais com a“religião” que satisfaça aos seus desejos e caprichos.
Trata-se de mais uma máscara do ego, que só plantará mais o indivíduo na
superficialidade e sentimentalismo vazio. E isso não é mediunidade com Jesus.
A mediunidade será sempre
uma oportunidade dada pela misericórdia divina para que reconquistemos
oportunidades perdidas em encarnações passadas, ressarcindo as dívidas
contraídas com a Lei Universal pela nossa inércia e preguiça de caminhar com
Jesus, nos caminhos da evolução espiritual. Quantos médiuns continuam a se
perderem nos emaranhados da vaidade, do orgulho e da ignorância, pulando de
Templo em Templo, sem se estabilizarem em nenhum e sempre culpando esses
Templos sem se darem a oportunidade de, humildemente, enxergarem a sua vaidade
e orgulho, quando não sua preguiça em se lançar na labuta do estudo, da
disciplina e do trabalho. Lembremo-nos que: “Tolo é aquele que naufragou
seus navios duas vezes e continua culpando o mar” (Publio Siro)
Emmanuel dizia a Chico ser necessário para
trabalhar com ele de disciplina, disciplina e disciplina. Pai Ventania diz ser
necessário para trabalhar com ele de austeridade, austeridade e austeridade.
Ele entende austeridade como
seriedade no comportamento que implica em respeito e acatamento aos preceitos
disciplinares contidos no Regimento Interno, respeito e acatamento à hierarquia
constituída, respeito e acatamento ao ambiente que deve ser marcado pela
religiosidade e fé, na busca da interioridade e crescimento espiritual. Ele
sempre nos alerta dizendo que:
“Todas as atividades num Templo que tenha a
marca da espiritualidade, inclusive na Umbanda, devem ser realizadas no
espírito de silêncio, seriedade, austeridade, prece e reflexão.
Em todos os aposentos de um Templo
Umbandista os médiuns de sua corrente devem agir com esse mesmo espírito, não
transformando o hospital, escola e igreja, que deve ser todo o ambiente do
Templo, num lugar de conversas, exterioridades e conchavos.
Não transforme nunca o seu Templo num clube de
amigos ou local de encontros, na ânsia insana de saciar a carência, ainda
imatura, de aceitação e afetividade, o que, sem dúvida, acarretará, mais cedo
ou mais tarde, fofocas e conversas fúteis, fáceis de serem aproveitadas pelos
irmãos das sombras na sua ânsia de destruir as casas sérias e comprometidas com
Jesus e a Alta Espiritualidade.
Cada médium, partícipe da corrente do Templo,
deve agir de forma correta em sua posição e comportamento, e assim exigir de
seus companheiros comportamento adequado à seriedade e crescimento espiritual
que a espiritualidade exige.
Sejam, meus filhos, médiuns austeros e
idealistas na construção e conservação do seu Templo espírita, que só será real
e concreto se estiver plantado na disciplina, no estudo e no trabalho.
Você é responsável pelo
Templo em que militas e, não se esqueça, responderá ante a Lei pela sua atuação
e comprometimento com tudo aquilo que fuja do ideal de verdadeira fé, segurança
e caridade.
O Templo pertence a Jesus e à Espiritualidade,
e devemos estar nele respeitando os seus verdadeiros donos e agindo de acordo
com suas orientações de disciplina, piedade, oração e trabalho. (Cab. Ventania
de Aruanda)
O trabalho do médium é
marcado pelo amor. Esse amor, para ser real, se expressa através da humildade,
esforço e confiança no chamado para o exercício mediúnico e nunca por meio de
sentimentalismos e superficialidades de quem ouve, aceita mas, na hora da
prática burla essa disciplina ou age como se a mesma não fosse para ele, parece
que dá uma amnésia irresponsável que, com certeza vai repercutir no todo, pois
somos elos de uma mesma corrente.
O importante não é só aprender,
mas utilizar os conhecimentos para lhe fornecer segurança. Não adianta o Templo
oferecer cursos e aprendizados, os dirigentes se esforçarem para esclarecer e
apontar o caminho da austeridade e disciplina templária, se o médium não
se liberta da sua insegurança e vivências passadas de superstições,
crendices, vaidades e superficialidades. Diz um ditado conhecido que Deus não
chama os capazes, mas capacita aqueles que chama, quando se deixam capacitar.
O Templo oferece conhecimento,
oportunidade de exercitar a disciplina, de ter um desenvolvimento mediúnico
sadio e desprovido de fantasias, mas se o médium não se deixa capacitar, ouve,
mas não transforma em sabedoria esse conhecimento, no exercício de suas
atividades no Templo, é inútil, continuará na imaturidade religiosa e,
portanto, num exercício mediúnico não sadio. Esse médium não contribuirá para
somar na Corrente em que se encontra e diz Pai Ventania que médiuns sem
maturidade, ainda infantis na sua vivência religiosa e mediúnica, não serve
para trabalhar com ele, na missão que tem na construção do Templo do Cruzeiro
da Luz.
Não, mediunidade não
assusta, somente aos fracos, e como sabemos, a felicidade não pertence aos
fracos e covardes. E, infelizmente, quantos se apresentam como fortes e
desejosos de aprender e construir, mas que fica na superficialidade do
aprendizado, não criando raízes profundas de humildade e serviço. Vivem dizendo
que estão felizes e carregam profunda tristeza e sofrimento em seus interiores.
Vivem de fachada, de exterioridades.
Pertencer a um Templo
Espírita é assumir, com o coração e a vida, a filosofia, a disciplina e o
trabalho da Casa. É triste para o Dirigente de um grupo espiritualista quando
ele se esforça, ensina, se doa, oferece seu tempo e amor no trabalho de fazer
crescer os médiuns da sua casa em religiosidade, disciplina e serviço, e observa
que determinados médiuns, embora estudem e ouçam, se mantêm na superficialidade
deslizando na disciplina, na humildade, agindo de forma independente da
vibração harmoniosa da Corrente.
Se o médium não entendeu,
depois do Aspirantado, do período entre a Vinculação à Corrente até a
Vinculação de Exu, que as normas do Templo visam a unificação, à concretização
dos rituais da Umbanda, à vivência da religiosidade, é sinal que ainda está com
excesso de máscaras do ego e fechou a brecha da humildade, através da qual
poderá penetrar a luz do verdadeiro conhecimento e prática de intercâmbio
mediúnico sadio.
Se existe uma hierarquia,
que são aqueles que receberam “ordens e comando” do Guia Chefe do
Templo para manter a espiritualidade e a disciplina em alta, é porque
assim é na Umbanda. Desde o Sacerdote Dirigente até os Pais, Mães Pequenos,
Ogãs e Ekedis, são instrumentos nas mãos da Espiritualidade do Templo a serviço
da seriedade, amor real e religiosidade do mesmo. E, a esses irmãos que são
cobrados pelo Plano Espiritual, doam seu tempo, energia e amor a serviço de
seus irmãos, deve haver total respeito e acatamento, como centro de unificação
e sacralização da religião, como representantes da espiritualidade responsável
pelo Templo.
Eles não são Pais e Mães
apenas dentro do Templo, mas em qualquer lugar em que estejam, sempre
salvando-se o discernimento e respeito aos ambientes em que estivermos. Pois o
médium não é apenas umbandista no Templo e não são membros da Corrente, ou
seja, da egrégora do Cruzeiro da Luz, apenas no Templo, mas em qualquer lugar
em que estiverem. Após a Vinculação, uma marca espiritual é impressa no médium.
Onde estiver é vista pelo Plano Espiritual como membro dos Cavaleiros da Luz,
pertencentes ao Cruzeiro da Luz.
O médium que se sente
diminuído, ou que pela sua vaidade e escrúpulo, não toma a bênção aos Pais e
Mães em qualquer lugar em que os encontre, com segurança e carinho,
demonstrando seu respeito, amor e fidelidade à Corrente do Templo a que
pertence, ainda está na superficialidade da sua vivência religiosa,
principalmente como membro do Cruzeiro da Luz. Tomar a bênção denota, com
certeza, sua integração real e comprometimento destemido com o trabalho da
Umbanda e do Cruzeiro da Luz. Dizem os Mentores que na bênção dada pelos
membros com “ordens e comandos”, existe “a eles a responsabilidade de
abençoar e a quem pede o benefício de ser abençoado”, pois quando eles
abençoam, têm o aval da espiritualidade superior da casa e, portanto, apenas
canalizam para nós a benção dos Irmãos Espirituais Superiores.
Para mim é triste quando
detecto médiuns do Cruzeiro da Luze encontrarem seus irmãos com cargo no seu
Templo e se esquivarem de tomar a bênção, especialmente quando sinto a ponta da
vaidade, do escrúpulo e da falta de fé na realidade ritualística e religiosa da
Umbanda. Principalmente quando sei e acontece que membros de outros Templos ao
nos encontrarem, em qualquer lugar, seja pela internet ou na rua, logo tomam a
bênção, pois sabem da importância canalizadora de energia e do ritual
preceituado no Movimento Umbandista. Para mim, médiuns que agem desse jeito,
estão atrasando sua caminhada de serviço mediúnico e, pior, deixando que a
vaidade e a superficialidade fale mais alto que o aprofundamento e vivência
religiosa real e concreta.
Porque mediunidade é
exercício religioso de doação, amor e vida. É fácil de vivenciá-la, quando o
irmão chamado a exercê-la se mune de intrepidez, humildade e comprometimento
fiel. Intrepidez para enfrentar os percalços naturais, as renúncias e a
abnegação que faz desse exercício uma atividade sagrada, é o sacro ofício =
sacrifício.
Humildade para aceitar a disciplina, as
correções necessárias e as atividades ritualísticas de sua Casa de Trabalho.
Amando-a e assumindo-a como parte de sua vida.
Comprometimento para assumir, como sua família
espiritual, a Corrente a que pertence. A fidelidade ao Guia Chefe, ao
Sacerdote-Dirigente, à Corrente composta de seus irmãos de trabalho espiritual
só será realidade a partir da maturidade do médium, que se comprometerá com a
mente, o coração e a vida a esse trabalho no Templo Umbandista que o acolhe,
ensina e forma para uma vida religiosa e mediúnica sadia.
Comprometimento para trabalhar a sua
mediunidade com uma única razão, que é a razão pela qual os guias abnegadamente
assumem as formas perispirituais no movimento umbandista (Caboclos, Pretos
Velhos, Crianças e Exus), que é a de crescer, ajudando seus irmãos a crescerem
espiritualmente, sendo assistidos pela misericórdia de Deus, no tratamento de suas
dores e problemas.
Sim, ser médium na Umbanda é
maravilhoso, é gratificante, só é necessário que entendamos que ela é uma
religião disciplinada e ritualística, que é preciso ser compreendida, vivida e
amada no Templo a que pertençamos. Diz o Caboclo das Sete Encruzilhadas que
“A Umbanda é uma árvore frondosa, que está
sempre a dar frutos a quem souber e merecer colhê-los”.
O Umbandista Verdadeiro e o Umbandista de Fim de Semana
Dentro dos
milhões de terreiros espalhados por esse país e pelo mundo, podemos encontrar
casas cheias de “médiuns”, todos, ou quase todos, presentes no dia de sessão,
afim de cumprir, por mais uma vez sua missão.
Entretanto, podemos identificar facilmente dois grandes
grupos de Umbandistas: O Umbandista Verdadeiro e O Umbandista de fim de semana.
Apesar de ser impossível verificar apenas na aparência em qual grupo
determinado médium se encontra, as atitudes, os pensamentos, a preparação do
adepto deixa claro sua classificação. Essa classificação deve ser feita
intimamente por cada um que se diz “Umbandista”, colocando em uma balança seus
atos.
Mas, genericamente, podemos defini-los dessa forma:
O UMBANDISTA VERDADEIRO, não deixa de ser umbandista
quando os atabaques do terreiro silenciam. Ele continua vivenciando sua
religião mesmo fora do templo sagrado. Pois sabe que é aqui fora que se deve
por em prática todos os ensinamentos dados pelos guias na sessão.
O UMBANDISTA DE
FIM DE SEMANA, além de reclamar da
duração do trabalho, pois é cansativo ficar em pé algumas horas a cada semana,
ou a cada quinze dias, deixa de ser umbandista com o término dos trabalhos. Não
vê a hora de ir embora e voltar para sua rotina habitual. Quando indagado sobre
sua religião, tem vergonha, esconde, mente ser de outra, e não faz questão
nenhuma de por em prática aquilo que aprendeu.
O UMBANDISTA
VERDADEIRO é aquele que se
orgulha de sua religião, não teme assumi-la publicamente, ou ajudar aquele que
precisa. É aquele médium interessado, que sempre busca aprender mais,
questionar mais, buscando compreender melhor como funciona sua religião e a
espiritualidade.
O
UMBANDISTA VERDADEIRO tem
amor à sua casa religiosa, pois entende que é nesse solo sagrado que seus
Orixás e seus guias se manifestam, além de ser uma escola onde desenvolve sua
mediunidade e aperfeiçoa sua moral. Busca auxiliá-la em tudo que precisa, tem
zelo, tem capricho
O UMBANDISTA DE
FIM DE SEMANA lembra-se de
seu terreiro apenas nos dias de sessões, e não se preocupa se tudo está em
ordem, ou se a casa encontra-se em bom estado, pois, apenas quer “ficar”
aquelas horas ali e ir embora.
O UMBANDISTA
VERDADEIRO conta os dias
para que chegue a próxima sessão. Programa sua vida incluindo os dias de
trabalho, para que nenhum evento ocorra nesse dia, pois, trata-se de um dia
sagrado. E quando chega o dia, o Umbandista verdadeiro desde o momento em que
acorda, já está em sintonia com o astral superior, evitando o consumo de bebidas
alcoólicas e fumo e fazendo seu banho de descarga, pois sabe que os irmãos
espirituais já estão agindo em seu templo e em sua matéria. Precisa estar bem,
para socorrer aqueles que lá estarão precisando de auxílio.
O UMBANDISTA DE
FIM DE SEMANA quando nota que
naquele fim de semana terá sessão, já faz cara feia e pensa “não acredito, isso
de novo! Nem deu para descansar”. Qualquer motivo é motivo para não ir ao
terreiro. Se o tempo está frio, chuvoso ou muito quente, não vai. Se “não está
afim” arruma qualquer desculpa e não vai. Se espirrar, se pegar uma gripe ou
resfriado leve, também não vai. E esquece-se, que muitos irmãos doentes
procuram nossas casas em busca de alívio para seus males.
Qual seria a lógica de um filho de fé não ir, se seria
essa a oportunidade de encontrar sua cura? O Umbandista de fim de semana no dia
de sessão age como se fosse mais um dia comum. Cultiva vícios, más palavras,
más atitudes e intrigas. Não tem noção de que a espiritualidade já está agindo
e que seu comportamento prejudica seriamente seu desenvolvimento.
O UMBANDISTA
VERDADEIRO realmente acredita
naquilo que professa. Sabe que a espiritualidade está em todos os lugares e
tudo que faz, faz com fé e amor, pois tem a certeza que os espíritos estão ali
e irão, de alguma forma, auxiliá-lo, mesmo não sendo da maneira que ele
esperava. Não se desespera com as provações, com os contratempos, com as
peripécias da vida, pois sabe que é nos momentos difíceis que realmente somos
lapidados.
O UMBANDISTA DE
FIM DE SEMANA duvida do que
professa. Não tem certeza das manifestações. É aquele que acredita que sendo
Umbandista, nunca mais terá problema de saúde, que nunca mais terá problemas
financeiros. Quando tais problemas aparecem, revolta-se e mais uma vez põe em
dúvida sua religião. É aquele que acredita serem as entidades verdadeiros
“gênios da lâmpada”, que tudo que ele pedir e quiser, elas terão que dar.
Acredita que não haverá mais contratempo e que não passará por provações, pois
as “entidades não vão deixar ele sofrer”.
E você meu irmão de fé? Em qual grupo de Umbandista está?
Se está na dos Umbandistas Verdadeiros, parabéns, continua
buscando o aperfeiçoamento de sua fé e cumprindo sua missão.
Mas, se você está no grupo dos Umbandistas de fim de semana,
é sinal que algo em sua vida está errado. Ainda é tempo de mudar! Aproveite
essa oportunidade, pois o Reino de Oxalá é grandioso e iluminado, mas temos que
merecer estar lá. Todos podem lá chegar, desde que façam sua “reforma íntima”,
mudando a maneira de agir e de pensar, confiando mais naquilo que professa,
cultivando as coisas positivas, buscando a elevação e entendendo que a Umbanda
é a oportunidade que Deus nos deu para corrigir nossos defeitos, livrar-nos de
nossos vícios e alcançar o progresso espiritual.
Ainda há tempo! Avante filhos de fé!
Um texto de Attila Nunes na década de 60 sobre a Umbanda.
Já vi muita bobagem, muita tolice. Já assisti coisas na
televisão que até hoje me fazem estremecer pelo total non sense. Indivíduos
despreparados, cidadãos sem a mínima base e conhecimento da religião de umbanda
no seu aspecto doutrinário e científico, pessoas, enfim, sem traquejo para o
diálogo, sem o preparo mental e psicológico e até mesmo sem a cultura que se
faz necessária para as dissertações e só têm contribuído demérito da nossa
religião.
Minha decepção (e a de milhares irmãos umbandistas) é total
quando vejo um presidente de uma entidade federativa ou chefe de tenda
gaguejar, titubear e, finalmente, ser derrotado num debate ao qual não deveria
ter comparecido jamais. Sinto-me triste e fico desanimado quando vejo um
babalaô com seus filhos se exibindo, desmoralizando a umbanda com a amostragem
de aluás, de incorporações), aquilo que jamais deveria ser exposto em público,
isto é, fora de nossos templos, dos nossos terreiros.
As grandes vozes têm que ser ouvidas. Lutemos contra a
palhaçada, contra a bisonhice, contra os vaidosos, contra os exibicionistas.
Ergamos uma muralha invencível contra os destruidores da umbanda! Utilizemos o
poder dos nossos guias, usemos as nossas forças espirituais para deter a onda
de insensatez que ameaça nossa religião. Não arquitetadas pelos vaidosos, pelos
fariseus, pelos profiteurs da ingenuidade de alguns que se aliam a tudo sem
medir as consequências. Acima de tudo, a nossa gloriosa umbanda. ACIMA DE TUDO
AS DIGNIDADE DA NOSSA CRENÇA, DOS NOSSOS IRMÃOS, DE TANTOS QUE DÃO TUDO DE SI
PELO BEM DE TODOS!
Espero que a gerações futuras possam ter essa linha de pensamento.
Vamos lutar por esse ideal!
Os Filhos de Umbanda
Dia destes, ao final de uma gira de desenvolvimento mediúnico,
manifestou-se Pai João de Angola, o Preto Velho regente da casa.
Como de
costume, acendeu seu cachimbo, cumprimentou os presentes e chamou todos para
bem perto dele e após se acomodarem ele pediu que todos respondessem uma
pergunta simples:
“ – Do que a
Umbanda precisa?”
E assim um a
um foram respondendo:
“- Mais
união...”
“ – Mais
estudo...”
“ – Mais
divulgação...”
“ – Mais
respeito...”
“ – Mais
reconhecimento...”
Mais, mais e
mais...
Após todos
manifestarem suas opiniões, Pai João sorriu e disparou:
“ – Muito se
diz do que a Umbanda precisa, não é? E eu digo que a Umbanda precisa de
Filhos!”
Silêncio repentino
no ambiente.
Naturalmente
os filhos ficaram surpresos e ansiosos para a conclusão desta afirmação.
Pai João
pensou, sorriu e continuou:
“É isso, a
Umbanda precisa, sobretudo de FILHOS.
Porque um
filho jamais nega sua mãe, sua origem, sua natureza. Quando alguém questiona
vocês sobre o nome de sua mãe, vocês procuram dar um outro nome a ela que não
seja o verdadeiro? Um filho nem pensa nisso, simplesmente revela a verdade.
Assim é um verdadeiro Filho de Umbanda, não nega sua religião, nem conseguiria,
pois seria o mesmo que negar a origem de sua vida seria o mesmo que negar o
nome de sua mãe.
Um filho de
Umbanda, dentro do terreiro, limpa o chão com devoção e não como uma chata
necessidade de faxinar.
Um filho de
Umbanda dá o melhor de si para e pelo terreiro, pois sente que ali, no terreiro
ele está na casa de sua mãe.
Um filho de
Umbanda ama e respeita seus irmãos de fé, pois são filhos da mesma mãe e sabem
que por honra e respeito a ela é que precisam se amar, se respeitar e se
fortalecer.
Um filho de
Umbanda sente naturalmente que o terreiro é a casa de sua mãe, onde ele
encontra sua família e por isso quando não está no terreiro sente-se ansioso
para retornar e sempre que lá está é um momento de alegria e prazer.
Um filho de
Umbanda não precisa aprender o que é gratidão. Porque sua entrega verdadeira no
convívio com sua mãe, a Umbanda, já lhe ensina por observação o que é
humildade, cidadania, família, caridade e todas as virtudes básicas que um
filho educado carrega consigo.
Um filho de Umbanda
não espera ser escalado ou designado por uma ordem superior para fazer e
colaborar com o terreiro, ele por si só observa as necessidades e se
voluntaria, pois lhe é muito satisfatório agradar sua mãe, a Umbanda.
Um filho de
Umbanda sabe o que é ser Filho e sabe o que é ter uma Mãe.
Quando a
Umbanda agregar em seu interior mais Filhos que qualquer outra coisa, estas
necessidades que vocês tanto apontam como união, respeito, educação, ética,
enfim, não existirão, pois isto só existe naqueles que não são Filhos de fato.
Tenham uma boa
noite, meus filhos!”
Sarava a
Umbanda, salve a sabedoria, salve os Pretos Velhos.
A Guia
A Guia é uma das muitas
ferramentas utilizadas pelo médium que serve como defesa deste que, muitas
vezes, se vê obrigado a entrar em contato com energias às quais ele não poderia
suportar, daí a explicação para as guias que arrebentam de repente. Por ser de
material altamente atrativo, a guia recebe toda a carga negativa que foi
direcionada ao médium e arrebenta.
A guia não serve somente como proteção do médium. Esta tem muitas outras utilidades como, por exemplo;
-serve como instrumento de ligação psíquica entre Médium e Espírito,
-serve como instrumento de tratamento,
-serve como material de trabalho das Entidades, atraindo ou emitindo energias e etc.
A guia não serve somente como proteção do médium. Esta tem muitas outras utilidades como, por exemplo;
-serve como instrumento de ligação psíquica entre Médium e Espírito,
-serve como instrumento de tratamento,
-serve como material de trabalho das Entidades, atraindo ou emitindo energias e etc.
A Vela
O ato de acender uma
vela transforma os estímulos visuais da luz da chama em um código que ativa em
nossa mente a força do elemento ígneo, o fogo, trazendo com isso o despertar de
nossas lembranças mais antigas, de nossa ancestralidade espiritual.
Por exalar o calor,
símbolo da vida, a chama da vela possui um amplo sentido, despertando nas
pessoas esperança, fé e amor.
A chama da vela é
capaz de irradiar ondas imperceptíveis aos nossos olhos, mas que fluem em
determinada vibração. São ondas eletromagnéticas sutis, que geram magia sutil.
Portanto, ao acender uma vela estaremos efetuando um ato magístico e enviando
energias sutis ao cosmo.
A vela é, com
certeza, um dos símbolos mais representativos da Umbanda. Ela está presente no
Congá, nos pontos riscados, nas oferendas e em quase todos os trabalhos de
magia.
Quando um
umbandista acende uma vela, está abrindo uma porta interdimensiona, e
conscientemente poderá acessar a força de seus poderes mentais.
A vela funciona na
mente das pessoas como um código mental. Os estímulos visuais captados pela luz
da chama da vela acendem, na verdade, a fogueira interior de cada um,
despertando a lembrança de um passado muito distante, onde seus ancestrais,
sentados ao redor do fogo, tomavam decisões que mudariam o curso de suas vidas.
A vela desperta,
nas pessoas que acreditam em sua força mágica, uma forte sensação de poder. Ela
funciona como uma alavanca psíquica, despertando os poderes extra-sensoriais em
estado latente.
Uma das várias
razões da influência mística da vela na psique das pessoas é a sensação de que
ela, através de sua chama, parece ter vida própria. Embora, na verdade,
saibamos, através do ocultismo, que o fogo possui uma energia conhecida como
espíritos do fogo ou salamandras.
Se uma pessoa usa
suas forças mentais com a ajuda da magia das velas no sentido de ajudar alguém,
irá receber em troca uma energia positiva; mas, se inverter o fluxo das
energias psíquicas, utilizando-as para prejudicar qualquer pessoa, o retorno
são sempre mais fortes, pois voltam acrescidas da energia de quem as recebeu.
Quando acendemos
uma vela, a imantamos mentalmente com uma determinada intenção, acompanhada de
sentimentos. A vela passa a ser uma fonte emissora repetitiva dessa intenção e
sentimento, enquanto acesa. Ocorre por vezes, espíritos sofredores e
necessitando de auxilio podem ali se chegarem, tanto para tentar absorver parte
dessa emissão, ou na esperança que, se alguém conseguiu ali alguma ajuda ou
alivio, poderiam eles também adquirir essa graça. Não que tenham más intenções,
mas a simples presença deles, por estarem ainda em desequilíbrio, pode afetar a
harmonia do ambiente. Portanto, é bem melhor evitar tal pratica do que estar
sempre sujeito a doutrinar constantemente tais espíritos, visto que em nossa
casa não é o local propício para tal pratica caritativa, até por segurança.
Explicasse aí as
restrições feitas por parte da espiritualidade que atua junto ao espiritismo
quanto a evocações com intenções de doutrinação em reuniões familiares. O
acender velar é uma forma de evocação também.
As velas acesas
fora de casa não trazem qualquer problemas de ordem espiritual. Nossos lares,
desde que respeitando o mínimo de harmonia e equilíbrio, possuem uma proteção
natural advinda da espiritualidade, que impede o acesso de espíritos ainda em
perturbação espiritual de qualquer nível.
Ascendamos uma vela
ao próximo! Paz e Luz... Saravá!
A nova cara da umbanda - Misturada de nascença
Quando surgiu no Rio ao final do século 19, "a religião
brasileira" já misturava teologias. Do candomblé (versão brasileira de
crenças africanas) ela manteve o sincretismo religioso, os paralelos entre
deuses africanos e santos católicos. Para completar, adotou rituais indígenas
já presentes em muitos terreiros e explicou tudo com o espiritismo de Allan
Kardec, recém-importado da França. Dessa junção afro-católico-tupi-espírita
nasceu a umbanda. Para muitos, a data de nascimento é 15 de novembro de 1908,
quando o médium Zélio Fernandino de Morais teria incorporado o Caboclo Sete
Encruzilhadas pela primeira vez. Rejeitado pelos espíritas, que o viram como
hospedeiro de uma entidade inferior, Zélio fundou a primeira casa de umbanda.
A capacidade de absorver elementos como um mata-borrão resulta
em um panteão que parece, sem a menor sombra de brincadeira, o bar do primeiro
filme "Guerra nas Estrelas": seres de toda a galáxia religiosa em
singular comunhão espiritual. É óbvio que um credo de tamanha expansão não
prescinde de Jesus. Cristo é Oxalá, filho de Obatalá, o criador, e se destaca
nos altares. Junto dele estão os orixás, quase sempre na imagem de santos
católicos, e as entidades, espíritos que se manifestam nas giras (principal
diferença para o candomblé, no qual quem desce à Terra são os orixás).
Preto Velho, um amigo espiritual
São muitas as lembranças da minha encarnação como escravo em uma fazenda de café no interior paulista. O som da chibata, os gritos dos feitores que saíam à caça dos escravos fugidos, as amas de leite obrigadas a amamentar os filhos da sinhá. Lembranças pungentes de muito sofrimento. Quando a princesa Izabel assinou a Lei Áurea, eu estava velho e muito doente.
A senzala era o único lugar onde o negro
conseguia ser livre. Minha história de vida foi muito triste, mas aprendi
muito. O sinhô era um homem muito refinado e não me tratava mal, mas a sinhá
era uma mulher muito infeliz. Seu coração cheio de fel não sabia amar. Era
temida e detestada. Por muito pouco, mandava chicotear os escravos da senzala e
o sinhô fazia todas suas vontades.
Negrinhos eram afastados das suas mães, velhos
escravos iam para o tronco e as escravas caseiras tremiam com as ordens da
caprichosa sinhá. Eu não me queixava e jamais cultivei o ódio e a vingança.
Alguns escravos odiavam os senhores com todas as forças até à morte.
No plano espiritual, continuavam a perseguição
perturbando os senhores com a força da magia negra e da vingança. Como é bom
ser bom! Como é triste ser mau! Quantas lágrimas e sofrimentos os senhores
plantaram através de suas atitudes. No entanto, todos caminharemos para a
Eterna Felicidade! O caminho mais sublime é o Amor, mas alguns só evoluem
através da Dor!
Eu era forte e jovem, mas quando meu grande
amor foi vendido, capricho da sinhá, minha saúde nunca mais foi a mesma. Minha
vida mudou bastante e o meu consolo eram as rezas. Jamais cultivei a revolta ou
a vingança. Os Orixás me davam a paz e o consolo para suportar as provas
daquela encarnação.
Pior que a escravidão são os grilhões da
maldade e do preconceito. Muito pior que nosso sofrimento era o peso dos
pecados daqueles que oprimiam seus irmãos de cor.
No dia 13 de maio, a alforria! No entanto, as
lembranças marcaram minha vida para sempre. Foi minha encarnação mais
proveitosa. Nessa vida de martírios, cultivei a renúncia e a humildade.
Quando desencarnei, meu grande amor estava à
minha espera. A linda escrava que eu amei e foi vendida já estava no Plano
Espiritual ansiosa pelo meu retorno. Somos todos irmãos! Somos todos iguais!
Muito tempo se passou e agora estou novamente
na Terra. Não como espírito encarnado, mas como pai velho trabalhando nos
terreiros de Umbanda. Minha vestimenta astral é a de preto velho. Escolhi essa
missão para estar mais perto dos meus filhos de fé. Muitos precisam de
libertação, da alforria da paz e da fé. Essa é a missão dos pretos
velhos! Conselho, resignação, amor e paz! Limpar com a fumaça do cachimbo os
miasmas do mal e da doença.
Aceitei essa tarefa sublime por muito amar a
Humanidade. Conheci o sofrimento, a humilhação e a pobreza.
Minha mensagem é de libertação!
Filho de fé ,liberte-se dos grilhões do orgulho
e do egoísmo. Se você está sofrendo, não desanime! Confie no Pai Oxalá que tudo
vê e tudo sabe! Faça sua parte no aprimoramento espiritual e na reformulação
das suas atitudes. Liberte-se das vibrações negativas do desânimo, da tristeza
e do pessimismo.
Ame a Terra! Colabore para que nosso planeta melhore
cada vez mais e seja um grande Lar de Amor! Liberte-se do peso da angústia
através do Amor! Perdoe seus inimigos, porque Oxalá é o exemplo de Perdão e
Misericórdia!
Desejo que Oxalá o ilumine hoje e sempre!
Nascemos para vencer e evoluir! Nascemos para conviver com Amor e tolerância!
Somos todos irmãos! Nascemos para cumprir apenas algumas passagem! A verdadeira
vida é a vida espiritual!
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